.willie.
Não sei não, mas acho que de todas as coisas sobre as quais poderia dizer que ando encantado,
internet-a-cabo é a mais supra-sumo de todas. Diante de um computador todo cheio de downloads legais, eu fico que nem um garotinho com a bunda molhada. Ou um pinto sorrindo no lixo. Ou alguém com dois peitos nas mãos.
Porque - não sei se tu sabe - eu sempre fui, assim, todo da roça. Além de coçar o saco com a colher de pau e utilizar a escarradeira no meio da sala, eu também cultivava a iniciativa da
internet-discada.
Dial-up ou o
caralho-a-quatro.
Então, não era uma questão de lentidão para ler meu jornal diário. L'buraco é mais embaixo. Tipo, o problema sério era ter que esperar
dias-e-dias para baixar musiquinhas ruins pelo soulseek e/ou kazaa. E me ver completamente inviabilizado de sonhar com coisas maiores, como filmes regulares e filmes pornôs.
E, ainda pior, ter que agendar certos horários específicos para me conectar - tudo no sentido de manter a conta de telefone em um certo patamar de aceitabilidade.
Mas enfim, agora eu tenho
internet-a-cabo. Toda rápida, toda gay e toda
tudo-o-mais. Certo?
E, no final das contas, é tudo como um
novo e
imensamente mundial brinquedo
novo para mim. Internet o dia inteiro e com velocidade de
paudurecência total. Oh yeah, babe.
O problema é que, como toda criancinha empolgada e encantada com o brinquedinho novo, eu estou me lambuzando todo. Claro. Não dá pra esperar as coisas virem uma por uma. Ou em duplas ou em trios. O negócio é entupir as listas de downloads. E utilizar todos os programas de P2P possíveis. E ocupar todas as merda de portas de conexão possíveis.
Resultado? Até agora já baixei dois filmes... e tô com quatorze na lista de espera.
Mas, também, nem é por isso que os meus downloads deixam de ser muito mais legais que os seus.