<body leftmargin="0" topmargin="0" marginheight="0" marginwidth="0"><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/14232615?origin\x3dhttp://dodallas.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script> <!-- --><div id="b-navbar"><a href="http://www.blogger.com/" id="b-logo" title="Go to Blogger.com"><img src="http://www.blogger.com/img/navbar/1/logobar.gif" alt="Blogger" width="80" height="24" /></a><form id="b-search" action="http://www.google.com/search"><div id="b-more"><a href="http://www.blogger.com/" id="b-getorpost"><img src="http://www.blogger.com/img/navbar/1/btn_getblog.gif" alt="Get your own blog" width="112" height="15" /></a><a href="http://www.blogger.com/redirect/next_blog.pyra?navBar=true" id="b-next"><img src="http://www.blogger.com/img/navbar/1/btn_nextblog.gif" alt="Next blog" width="72" height="15" /></a></div><div id="b-this"><input type="text" id="b-query" name="q" /><input type="hidden" name="sitesearch" value="mitcha.blogspot.com" /><input type="image" src="http://www.blogger.com/img/navbar/1/btn_search.gif" alt="Search" value="Search" id="b-searchbtn" title="Search this blog with Google" /><a href="javascript:BlogThis();" id="b-blogthis">BlogThis!</a></div></form></div><script type="text/javascript"><!-- function BlogThis() {Q='';x=document;y=window;if(x.selection) {Q=x.selection.createRange().text;} else if (y.getSelection) { Q=y.getSelection();} else if (x.getSelection) { Q=x.getSelection();}popw = y.open('http://www.blogger.com/blog_this.pyra?t=' + escape(Q) + '&u=' + escape(location.href) + '&n=' + escape(document.title),'bloggerForm','scrollbars=no,width=475,height=300,top=175,left=75,status=yes,resizable=yes');void(0);} --></script><div id="space-for-ie"></div>
 

revolução.

Tirando os palhaços de circo e as putas que nasceram com uma pulga na perereca, todo odeia ter que trabalhar, certo? Então, saca só - é bem simples. Porque, verdade seja dita, você sempre sonhou em socar seu chefe, defecar na mesa dele e colocar fogo em toda aquela bosta de empresa. Mas nunca fez isso porque sempre soube que seria duro agüentar toda uma vida de desemprego e total falta de dinheiro, certo? Certo. Mas, lá no fundo, você sabe que o grande e mau e diabólico sistema capitalista depende de você - o mero e medíocre trabalhador comum -, certo? Certo. E que se todos pedissem demissão juntos, o mundo iria ruir e seria um puta de um caos do tipo agora não sabemos mais onde enfiar tanto dinheiro. E que aí as empresas se veriam obrigadas a recontratar todo mundo de volta em condições muito mais humanas; coisa mais ou menos no estilo de trabalhar duas horas por semana em uma fábrica de videogames feita de marshmallow. Mas, claro, não é você quem vai ser o primeiro a ir lá e mandar o patrão se fuder, certo? Certo.

Então, caro amigo, se o problema é esse, a solução é simples. Claro que seria horrível querer pagar de vanguarda e terminar passando sabe-se lá deus quantos meses à toa em casa, esperando pela revolução que nunca chega. Porra, eu é que não vou entrar nessa. O que te digo para fazer, é o seguinte. Você vai lá, bate na porta, pede um minuto do precioso tempo de seu patrão e manda ele enfiar toda aquela merda de papéis no centro do olho do cu... bem lá no fundo mesmo - e se quiser faz xixi em cima dele ou quebre um dos dedos do puto. Enfim, se faça valer e tudo mais. Depois vá para casa e tenha uma bela noite de sono, porque o seu novo trabalho vai ser duro. Ao invés de passar todos os dias da sua patética vida de desempregado fritando em frente do aparelho de TV (o que, ninguém dúvida, seria um sonho se não fosse por todos os outros inconvenientes), arrancando os cabelos enquanto as porcarias das contas se acumulam na caixa de correio, você vai fazer uma coisa muito simples: vai atrapalhar o emprego dos outros. Sua função como um soldado na minha revolução mongolóide será não deixar os outros trabalharem. Faça o que for preciso. Fure pneu dos carros. Faça buracos enormes no asfalto da principal avenida da cidade. Com prego de 2'' polegadas e um martelo, prege todas as portas da empresa. Insira o vírus da gripe-amarela nos pacotes de bolacha de todas as criancinhas que têm um pai trabalhador. Foda o rabinho da esposa e transforme o santo lar do empregado-médio em um inferno de violência doméstica interminável. Empurre o zelador da escada e suma com todas as chaves da empresa. Sei lá, faça o que for preciso (e caso você seja um frutinha e tenha todo esse medo de ser ferrar por causa de algo que talvez seja um ato de vandalismo, faço algo mais simples; no horário em que todos já estão prontos para sair e ir trabalhar, ligue para a casa do seu trabalhador favorito e diga que você é do tele-marketing, que está vendendo alguma porcaria de alguma porcaria e invente promoções sobre promoções, sempre com sei lá quantas formas de pagamentos e, bum!, já é hora do intervalo para o almoço e lá se foi um período inteiro de trabalho).

Invente novas piadinhas enormes e correntes assombrosas e envie por email para toda a intranet da empresa. Mas faça algo, seja útil na tarefa de ajudar as pessoas a não trabalhar.

Então, quando já houver mongolóides o suficiente nas ruas, puxando rasteiras e dando voadoras de dois pés nos pobres coitados que insistem em tentar trabalhar, as empresas vão ver que não têm mais escolhas. Vão puxar o talão de cheque e começar a te remunerar para ficar quietinho em casa, não fazendo nada e deixando quem é burro o suficiente para querer trabalhar, ir trabalhar. E aí nós voltaremos para toda a parte do ficar em casa fritando em frente da TV - mas sem todos aqueles contratempos que realmente incomodam. A esposa reclamando, as crianças chorando de fome, o SPC ligando e aquela vontade inexplicável de começar a comer o próprio pé. Nada disso. Depois da minha revolução, o que vai ter é um bando de prostitutas em biquínis dourados dançando em volta do seu aparelho televisor. Certo?

Certíssimo, claro. Mas, assim, eu precisei passar vinte e três anos desempregado para elaborar esse maravilhoso plano. E agora é realmente uma pena que tenha conseguido um emprego e não vá mais ter tempo para atrapalhar o seu.
::. by Marcel is a Fag. . 28.3.06 . 22:52 .::